Número de vítimas fatais só cresce após a privatização da empresa e terceirização das atividades.
A terceirização faz mais uma vítima na Eletrobras/Chesf. As informações iniciais dão conta que, durante uma intervenção para
reisolamento de uma Linha de Transmissão, o eletricista da empresa terceirizada ENGEVALE ao realizar a retirada do aterramento da linha de 230 kV sofreu uma descarga elétrica.
Apesar de ser socorrido de forma imediata para o Hospital, o trabalhador não resistiu a gravidade do acidente e veio a óbito.
Este acidente, ocorrido na cidade de Fagundes, na Paraíba, se soma aos demais que resultaram em morte na Chesf. A todo, são nove mortes em menos de três anos. Infelizmente, os números não param de crescer desde que a empresa ampliou a terceirização, após ser privatizada. Importante destacar que os dirigentes da Frune e dos sindicatos já realizaram várias reuniões com a empresa alertando sobre o risco da terceirização desenfreada.
Apesar dos avisos, a Eletrobras/Chesf segue ampliando a terceirização das atividades fins. Para evitar essa situação, que resulta em precarização dos serviços e, lamentavelmente, perda de vidas humanas, defendemos que a empresa volte a contratar pessoas para o quadro próprio, onde a fiscalização em relação a segurança, treinamento, equipamentos utilizados, entre outras questões são feitas de forma mais criteriosa.